Outono no peito

•junho 1, 2011 • Deixe um comentário

Estamos sentados lado a lado em um canto destacado da praia, quietos, olhando o mar. Isso, por si, não deixa de ser improvável. Não o fato de estarmos olhando o mar, mas de estarmos quietos. Não sou necessariamente conhecido por minha habilidade em conseguir ficar calado. E Beatriz… bem, Beatriz fala muito mais que eu.

Temos histórias parecidas em nossos últimos relacionamentos. Tudo bem que o dela não teve tantas idas e vindas, que o meu não teve qual-o-modelo-de-sofá-vai-ficar-mais-bonito-na-nossa-sala, o dela não teve tanto álcool e o meu não teve o susto em descobrir um provável enteado, mas são histórias parecidas, no fim das contas. Pelo menos eu acho que são. Talvez sejam. Quer dizer… nós dois descobrimos quanto custa um par de alianças – embora ela tenha usado a dela e eu ainda guarde o estojo lacrado no fundo de uma gaveta.

Temos nossas diferenças, em todo caso. Formas diferentes de enxergar o mundo. O que é bom. Ela diz que está feliz e que quer aproveitar as coisas das quais andou se privando nos últimos anos. Eu não penso necessariamente em me reinventar. Não deu muito certo nas últimas tentativas.

Sorrio. Digo que essas diferenças nos faz escapar da possibilidade de sermos um casal como Rob pós-Charlie e Sarah pós-Tom. Ela não entende a piada e acaba revelando que não conhece Nick Hornby, embora lembre-se vagamente de ter assistido “aquele filme do Hugh Grant com o garotinho”. Tudo bem também, afinal eu não conheço Escher. Quero dizer, vi uma exposição e até achei legal, mas não faço a menor ideia do que querem dizer quando falam da relação da obra dele com a “psicologia gestáltica” – o que equivale a não conhecer. E isso nos coloca, mais ou menos, no mesmo patamar em relação aos interesses um do outro.

– Ele teria escrito nossas histórias se vivesse uma vida mais tediosa. Ou se fosse viciado em ansiolíticos e passasse o dia inteiro de cuecas, comendo salgadinhos e assistindo Sessão da Tarde e novela das oito. – explico, sobre Hornby.
– Ai, que horror! – ela responde, dando um tapa no meu braço e, aparentemente, realmente horrorizada com a minha capacidade para piadas ruins. Só que não era piada dessa vez.

Sob o sol avermelhado, tocando a pele queimada e olhando para esses olhos que a claridade insiste em fazer fechar, vejo que estou apaixonado. Só não me lembro mais disso a partir do sexto minuto posterior ao vê-la descer as escadas do metrô.

Em alguns dias, esse roteiro vai chegar ao fim. Enxergo. Vejo o potencial envolvimento e sei que não sou capaz – ou, pelo menos, sei que não quero ser. Sei que vou fazê-la sair do seu casulo, da ilusão de quem quer beber o mundo inteiro de uma vez, e fazê-la inventar e nutrir expectativas que, em pouco tempo, não farei a menor questão de satisfazer. Sei que vou fazê-la chorar, que vou partir seu coração mais uma vez e desejar nunca ter me reencontrado e mudado meu papel depois de tantos anos sendo apenas um velho amigo de quem não se tinha notícias.

Sei disso porque é isso que eu faço, sei porque é assim que eu sou. Ou é assim que me lembro de já ter sido um dia, quando não estava preocupado, tentando impressionar alguém.

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Espaços

•maio 29, 2011 • 5 Comentários

Mudo o papel de parede da tela do computador. Sai uma foto dela, entra uma da Penélope Cruz. E viro o porta-retratos. Não quero procurar outra foto agora. Também não quero, ainda, me desfazer dessa.
Abro o armário apenas para conferir e noto que ela levou algumas peças de roupa, deixando aquele aspecto triste – apenas minhas roupas, poucas nos cabides, muitas para dobrar, duas gavetas vazias, espaços sem nada.

Ainda no quarto sinto aquele cheiro doce e enjoativo de perfume. Acendo um cigarro (Júlia nunca gostou que eu fumasse dentro de casa, de modo que eu precisava ir para a sacada sempre que acabávamos nossos… assuntos particulares). Acendo um incenso. Acabo um cigarro. Acendo outro.

Nunca suportei psicanálise, principalmente o tarado do Freud, fosse em seus textos originais ou em suas traduções mal feitas para a língua de Paulo Coelho. Isso nunca foi segredo para ela. Talvez por isso Júlia tenha tido a sabedoria de levar embora aqueles malditos livros que insistiam em ocupar uma fileira inteira da estante do corredor logo em sua primeira viagem. Não cheguei a exata decisão de que tipo de fim daria para eles, mas sou capaz de pensar em algumas alternativas interessantes – umas mais agressivas, outras mais nojentas. Freud precisaria de terapia se visse o que eu faria com seus livros.

Decido que preciso de uma volta. Andar, encontrar alguém, beber uma cerveja. Ligo para algumas pessoas e visto, sem passar, o jeans que deixei secando atrás da geladeira. Calço o único par de tênis razoavelmente limpo – presente de Júlia no último natal.

Há coisas que são dela em todos os cômodos da casa. Ela está em tudo por aqui. Nos espaços vazios do guarda-roupas, no cheiro de perfume misturado à fumaça de incenso e cigarro. Nas lacunas da estante de livros, nos potes de iogurte esquecidos na geladeira ou nos pares de tênis que calço.

Júlia está em tudo que falta, em tudo que sobra. Júlia está em tudo que serve.

sobre lembranças discretas

•outubro 15, 2010 • Deixe um comentário

Depois de vê-la, outra vez, me deixar sozinho em casa – rejeitando o café e duas fatias de torradas e voltando apenas para buscar o par de brincos sobre o criado mudo alguns segundos após ter batido a porta -, fiquei me perguntando se aquilo havia realmente significado alguma coisa para ela.
Colocamos nossas diferenças sobre a mesa e, entre telefonemas, emails e mensagens internas no twitter, discutimos sobre certo e errado, sobre vontades e receios, sobre expectativas e o presente real. E então, depois de termos decidido que não valia a pena, depois de termos rejeitado as possibilidades e optarmos por mantermos as coisas da forma que já estavam, voltamos atrás sem explicações extras: campainha às 2 da manhã, sorrisos, suor e suspiros.

Sem novas indiretas, vi as estações mudarem até vê-la novamente, mesmo à distância.
De todas as formas que ela poderia ter encontrado para manter por perto alguma lembrança de nós dois, a flagrei com a mais sutil. Ela, normalmente tão desligada do mundo esportivo, usava uma camisa 7 do time do São Paulo.

Cria

•outubro 6, 2010 • 1 Comentário

Quando abrem a porta, o que vejo é um pedaço de carne inchado, vermelho e esfomeado enrolado em uma manta de cor branca. Não dou um passo, não respiro, não sorrio e nem choro. Simplesmente não sei que tipo de ação devo ter. Sinceridade? Eu não esperava por isso, eu não desejava isso, eu não sonhava com isso. Ao menos não agora, ao menos não com ela.
Todos ao redor – tirando, talvez, as enfermeiras – tem um sorriso meio besta na cara. Agem como se esperassem que uma iluminação, uma epifania, me levasse a fazer ou dizer algo incrível, sábio, emotivo, no mínimo. E enquanto vejo expressões de ansiedade se transformar em ares de decepção, é como se os segundos se tornassem horas.

Alguém me pega pela mão – e nesse momento minha pressão está baixa, meus pés gelados, meus joelhos trêmulos e minha vista turva demais para que eu consiga saber quem é – e me leva até o lado da cama. Deitada, aquela garota com quem eu tive algo-sem-nome até poucos meses (aquela garota normalmente bonita e que agora parece alguém que, querendo emagrecer depois de adquirir alguns quilos a mais, ficou sem comer por uma semana e participou, assim faminta, de uma corrida de obstáculos) dirige a mim seu olhar triste, mas de alguma forma, esperançoso, emocionado.

Ela se ajeita e estende o pequeno embrulho em minha direção. “Quer pegar?”
Na verdade, é bastante claro que eu não quero. A possibilidade de quebrar aquela coisa tão frágil e estranha em uma dezena de pedaços me parece bastante real. Não saberia por onde começar, em todo caso. Não saberia por onde passar os braços, onde apoiar. Não quero, não sei, temo, mas pego.

Uma série de flashes passam diante dos meus olhos. Lembranças minhas, possibilidades para ele. Deslizes e acertos – mais uns do que outros.

Por um instante penso em dizer que vou estar sempre por aqui. Por alguns instantes quero dizer que tudo vai ficar bem, que o mundo sorri para aqueles que se esforçam. Penso em dizer que não importa o quanto as coisas sejam difíceis, tudo, tudo se ajeita. Mas lamento. Penso, mas não esqueço: as coisas não são assim. Eu sei. Ele, um dia, há de aprender.

Não digo nada.
Algumas lágrimas escorrem pelo meu rosto.

22 do oito.

•agosto 23, 2010 • 2 Comentários

Queria saber o que me dá quando essa dor, esse não-sei-o-quê sem nome que me aperta o peito vem pra me tirar o ar, me deixar na cama, na lona, no chão, sem vontade ou ânimo para tentar levantar.

Queria, mas não sei.

Tem sido assim há tanto tempo, de tempos em tempos. As estações mudam, os dias passam, e, de quando em quando, cá estou novamente achando extremamente desgastante ter que viver em sociedade, ter que dar bom dia às pessoas, ter que sorrir, dividir espaço em transporte público. São tempos em que, escrevi uma vez quando adolescente, meu desejo é o de entrar em coma, abandonar o mundo num sono profundo, sem desejos, sem fome, sem tomar conhecimento das necessidades mais básicas.

Já busquei culpados. Uma rejeição, uma recuperação, términos precoces, mudanças em rotinas, uma reprovação, anos de desemprego, final complicado de uma relação intensa, frustrações profissionais. Certos, na verdade, estão aqueles que me corrigem, tentam me chamar de volta dizendo que está tudo bem, que tenho uma boa família, um emprego, alguma saúde. Errado sou eu, que, tenho certeza, encontraria sempre novos motivos, ainda que eliminasse tudo aquilo que me perturba agora.

Maus momentos passam. Precisam passar. Mas também voltam. Sempre voltam. E talvez seja por isso, por essa certeza, que me pego tão sem vontade de tentar fazer algo que me ajude a sair da fossa tão ridícula e sem razões reais para qual me arrasto, e que, em certos momentos, me encobre por completo, sem chances de enxergar um palmo além do meu nariz.

Queria saber o que me dá. Queria saber nomear, encontrar fôlego.

Ou sumir.

Umbigo

•junho 21, 2010 • Deixe um comentário

De todas as coisas que você deixou para trás ao desistir de tudo e enfatizando que uma das poucas características marcantes da minha personalidade é a minha incapacidade de manter um relacionamento estável e saudável com outra pessoa, poucas ainda estão por aqui. Rasguei suas roupas, vendi seus brincos, queimei seus livros. Alguns dos seus discos ficaram. Já sobre suas fotos, não posso dizer o mesmo.

Sobre aquela penteadeira branca de metal, aquela com a qual nunca simpatizei, talvez tenha ficado a maior de suas lembranças: um pequeno e frágil vidro de perfume.

Deixei de olhar o calendário quando me convenci de que realmente não haveria mais retorno. Voltei a abrir as janelas quando admiti que os dias eram mesmo cinzas, tanto nas manhãs de chuva quanto nas tardes do mais insuportável calor, e que meu esforço para não encarar algo como isso era exemplo da mais inútil perda de tempo. Perdi as sombras sob os olhos quando, aos poucos, trouxe de volta algum sorriso.

Então houve a primeira noite em que voltei para casa acompanhado, e não havia qualquer mistério em algo assim. Suor, saliva e outras secreções fluem quase sempre da mesma forma em quase todas as pessoas. Ela era alguém a quem eu havia feito acreditar ser especial – ou talvez ela fosse alguém com talento suficiente para me convencer de que havia sido bem sucedido nessa investida. Eu? Eu era alguém contente em ter um corpo orbitando ao redor do meu umbigo.

Voltava do banheiro ao acordar quando notei que ela, em pé diante da penteadeira, havia experimentado seu perfume. Corri em direção à pequena inconveniente e, de olhos fechados, como um cão sem raça em buscar de um bife velho, farejei toda sua carne, do alto da testa à planta do pé, buscando descobrir na combinação corpo/spray o cheiro que eu tão bem conhecia. Inútil. Ao ver meu ar frustrado e cansado, alguma ofensa pairou pelo ar sem que eu tivesse qualquer interesse em decifrá-la.

Cheio de náuseas, voltei ao banheiro, onde vomitei por instantes suficientes para ouvir o som da porta batendo.

Todo tipo de pessoa esteve lá em casa desde então. Das carentes de afeto e atenção às carentes de dinheiro, bebida e comida. Jovens estudantes, amigas de trabalho, companhias bêbadas de final de festa, profissionais, ex-namoradas. Aos poucos, vejo a quantidade de perfume reduzir naquele frasco. Nem todas entendem, e tampouco me dedico a explicar. Já fui xingado, chutado, cuspido, deixado só.

Entre aquele spray e os corpos, tenho conhecido todo tipo de aroma. Alguns doces, outros ácidos. Alguns agradáveis, outros desprezíveis. Nenhum como seu. Ao menos por enquanto.

Talvez você tenha razão. No fim das contas, é realmente provável que eu seja sim incapaz de manter um relacionamento estável e saudável com qualquer outra pessoa.

Desencontros

•março 6, 2010 • 2 Comentários

Ontem.

Foi num parque, não saberia dizer qual. Todos são iguais, no fim. Uns tem mais gatos abandonados, outros tem mais pombos, outros tem esquilos, outros tem mendigos, e, ainda assim, todos são iguais: apenas um amontoado de plantas e outros seres tentando sobreviver.

Estava sentado de frente para um lago, tacando migalhas de um salgado murcho para alguns peixes famintos. Via aquela disputa por pedaços de algo que eles provavelmente nunca haviam provado e me lembrava dos dias em que eu agia da mesma forma, com garra para qualquer tipo de batalha, ansioso pelo novo, pela vida, pronto para o que surgisse. No momento, em nada me parecia com aqueles peixes – talvez, exceto, por aquilo que na minha família era carinhosamente chamado de “olhos de peixe morto”. Ao invés disso, talvez me parecesse com aqueles peixes que ficam no fundo das águas, se alimentando de lodo, de restos, do que escapa dos que estão à superfície e, assim, os alcança.

O senso comum costuma atribuir coragem àqueles que tomam atitudes drásticas. “Fulano teve que ser muito corajoso pra fazer aquilo”, etc. Tudo bem, talvez funcione em alguns casos, talvez sirva para algumas pessoas. Dificilmente serve para mim. Mesmo que eu já tenha sido alguém que não aceitava passivamente as coisas, minhas “atitudes drásticas” nunca passaram de grandes atos de covardia – tanto quando, ainda criança, decidi arrebentar a cabeça do valentão da rua com um cabo de enxada (pelas costas, claro), tanto quando, há alguns meses, atravessei por entre uma massa de um cem número de cabeças bêbadas cantantes e encerrei, antes da hora, minha comemoração solitária de réveillon. Foi a mesma covardia que me impeliu ao sangue e à fuga. Não seria a coragem a responsável pelo meu recente pedido de demissão (o que, graças a um dedo em riste destinado ao meu supervisor e a um monitor de plasma quebrado por um grampeador voador havia alguns segundos, acabou se mostrando, no mínimo, desnecessário), antes que eu andasse por quase uma hora sem prestar atenção para onde, terminando a manhã naquele banco, jogando restos de salgado para meia dúzia de peixes.

Sou do tipo que abandona antes de ser abandonado só para poder fingir acreditar que o controle da história sempre esteve em minhas mãos. Atacar pelas costas, fugir de festas ou pedir demissão são diferentes representações da mesma história. E se isso não pode ser chamado de covardia, então não sei dizer o que mais poderia.

***

Pouco depois de meio dia, voltei para o apartamento. Tive que subir pelas escadas, por conta de uma senhora que parecia estar se mudando para o prédio naquele instante e que, claro, se esforçava para subir com todo tipo de bolsas, colchões e eletrodomésticos, de elevador.

Passei alguns minutos sentado no sofá da sala, fitando as paredes, tentando não pensar em nada. E foi aí que decidi juntar algumas peças de roupa e subir a serra. Não para buscar respostas, talvez para pedir desculpas. Soube, desde sempre, que alguém como eu jamais conseguiria passar o resto da vida simplesmente ignorando as consequências de certas decisões. É preciso um certo grau de coragem para isso. Um certo grau… que me falta.

Havia quase quatro anos que não visitava meus pais. Mandava alguma notícia de vez em quando, quase sempre algo que sabia que eles gostariam de ouvir, fosse verdade ou não, mas… visitas mesmo, essas eram fora de cogitação. Daí a cara de surpresa da minha mãe quando chegou ao portão depois de ouvir a campainha.

Conversamos um pouco enquanto ela insistia que eu estava mais magro do que o de costume e me obrigava, como se eu tivesse ainda sete anos de idade, a comer um imenso pedaço de bolo de fubá. Mães, sabe como é. E ela não precisou de muito tempo para entender a razão da minha visita…

Ela diz que nunca entendeu minhas razões, eu digo que estava ficando maluco, ela me manda não brincar com essas coisas e eu peço para deixar esse assunto pra lá. Uma dança de passos ensaiados em que a gente sabe exatamente o que vai ouvir do outro e, mesmo assim, dá o próximo passo. Apenas um rodeio para que ela me pergunte o que realmente desejava saber: “você veio atrás dela, não foi?!”

Atrás dela?! Não. Não necessariamente. Em virtude dela? Talvez.

Descubro que ela já não é aquela menina com quem convivi. Depois de algum tempo chorando o meu adeus, ela começou a sair, deixou o cabelo crescer, mudou o guardarroupas, namorou alguns caras (morou com um deles, inclusive). Descubro também que ela já não mora na cidade, o que jogou por água abaixo todo o plano de tentar me desculpar.

A ironia? Bem… a ironia é que ela se mudou para o exato mesmo local onde passei os dois primeiros dias desse ano.

***

Hoje.

Ligo o carro sem saber exatamente qual o meu próximo destino. Tenho quase trinta, converso com paredes, estou desempregado e minha ideia para refletir sobre a vida envolve parques, lagos, peixes e salgados gordurosos e murchos. Posso voltar ao apartamento e tentar recomeçar. Ou posso juntar minhas tralhas e tentar achar um novo lugar. Posso voltar para a casa dos meus pais e fingir que todo esse tempo não existiu – embora isso exija uma dose grande de cinismo e abstração.

O que vou fazer? Não sei. Eu realmente não sei. Nesse momento, tudo o que eu quero é que alguma resposta caia dos céus e, num insight, eu saiba exatamente o que fazer.

Mas respostas não caem dos céus.